Tecnologias MND

Pipebursting

Substituição de tubulações por arrebentamento in loco, com instalação simultânea de uma nova rede no mesmo caminhamento.

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Pipebursting

O pipebursting permite substituir uma rede com capacidade inadequada ou em condição estrutural que não permita recuperação, sem escavações extensas, usando um sistema de substituição por arrebentamento in situ.

1.

Substituição no mesmo caminhamento

A tubulação existente é rompida enquanto uma nova tubulação final é puxada ou empurrada em substituição, atrás da ferramenta.

2.

Arrebentamento da rede

A técnica pode utilizar ferramenta de percussão, expansor hidráulico ou cabeça cortante para romper a rede existente.

3.

Ampliação de capacidade

O método pode permitir aumento significativo de diâmetro, substituindo redes antigas ou insuficientes por novas tubulações.

Conceito do pipebursting

Uma rede que possua capacidade inadequada ou cuja situação estrutural não permita recuperação pode, muitas vezes, ser trocada sem escavações, usando-se um sistema de substituição por arrebentamento in situ ou direta.

O sistema de substituição direta mais usado é o de arrebentamento da rede, no qual uma ferramenta de percussão, normalmente um martelo de percussão modificado, ou um expansor hidráulico arrebenta a rede existente enquanto uma nova tubulação final é puxada ou empurrada em substituição, atrás da ferramenta.

Ferramentas e variações do processo

Em alguns países, o arrebentamento de tubos, conhecido como pipebursting, é chamado de fragmentação de tubos ou pipecracking.

Alguns sistemas não utilizam martelo, funcionando exclusivamente com base na força de puxamento ou no acionamento de pistões hidráulicos sobre uma cabeça cônica de arrebentamento.

Os sistemas de substituição por arrebentamento de tubos usam uma cabeça cortante de acionamento hidráulico ou pneumático para romper a rede existente, instalando simultaneamente uma nova tubulação final.

Origem e expansão da tecnologia

A tecnologia de substituição por arrebentamento de tubos foi desenvolvida no início da década de 80, originalmente para a substituição de redes antigas de gás feitas em ferro fundido.

Desde a expansão de seu uso no Reino Unido para substituição de redes de água potável de pequeno diâmetro construídas em ferro fundido ou cimento amianto, o mercado de arrebentamento de tubos vem se expandindo em todo o mundo.

Uso em redes de esgoto e aumento de diâmetro

Além do uso na renovação de redes de gás e água, a substituição de tubulações vem se tornando uma das principais tecnologias não destrutivas para a substituição de redes de esgoto antigas ou de diâmetro insuficiente.

Foram conseguidos aumentos significativos de diâmetro, como a instalação de um coletor tronco de plástico com 600 mm de diâmetro no lugar de uma rede de concreto de 375 mm.

As operações de substituição de redes de esgoto ocorrem tipicamente na faixa entre 150 e 175 mm, mas já foram trocadas por esse método redes de 800 e 900 mm, e uma ferramenta para redes de 1200 mm de diâmetro foi colocada recentemente no mercado.

Métodos relacionados e adaptações

Outro método não destrutivo de substituição é a destruição de tubos, uma variação da tecnologia de microtúneis na qual a tubulação antiga é destruída pela máquina de escavação do túnel, conhecida como TBM, e a nova tubulação final é empurrada no local por pistões.

Essa técnica é particularmente adequada para grandes diâmetros e para situações em que o esforço devido à expansão possa causar danos na superfície ou nas redes adjacentes.

Um sistema apresentado recentemente foi projetado como adaptação para máquinas de perfuração direcional de grande diâmetro, usando um alargador especial para desbastar a rede existente, conhecida por percussor, acionado por um sistema de molas.

Cuidados com ramais e redes auxiliares

Devido à expansão da rede antiga, é necessário desacoplar as ligações de ramais e redes auxiliares antes de executar o arrebentamento e a maioria das demais técnicas de substituição in loco.

Embora tenham sido desenvolvidas técnicas de desacoplamento remoto de ligações, o método mais comum é uma pequena escavação, através da qual o ramal ou a rede auxiliar possa ser religado posteriormente à nova rede.

A quantidade e a frequência de ramais podem ser fatores determinantes na avaliação econômica do uso de métodos não destrutivos, em relação aos métodos tradicionais de troca a céu aberto de valas.

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